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Biografia



Os dois primeiros grandes biógrafos da civilização ocidental são, sem dúvida, Tácito e Plutarco. Antecipam-nos, contudo, Platão eXenofonte. Aquele, com sua Apologia Sokrátou (Apologia de Sócrates), traça um retrato antes filosófico do que biográfico do grande pensador ateniense, mas Xenofonte, nas Apomnemonéumata Sokrátou (Memórias de Sócrates), oferece visão bem diversa, mais realística, de Sócrates, em sua intimidade e vida cotidiana. Em várias outras obras, aliás, Xenofonte continuaria a ser biógrafo, como em Anábasis, que relata um episódio de sua própria vida, e na Kyropaideia. Ainda na Grécia, não devem ser esquecidos os trabalhos biográficos de Aristóxeno de Tarento (para alguns o criador da biografia literária), Dicearco de MessinaFlávio Filóstrato e, sobretudo,Diógenes Laércio (este, porém, já em pleno século III dC., posterior, portanto, a Tácito e Plutarco).
Em Roma, onde o interesse pelo indivíduo humano sempre constituiu traço característico das obras de escritores e historiógrafos, destacam-se as contribuições precursoras de ÁccioÁticoCornélio Nepos ou Nepote (De excellentibus ducibus; De historicis latinis -Sobre os historiadores romanos), Valério ProboPúblio Terêncio Varrão (De imaginibus – Retratos), com cerca de setecentas biografias de poetas gregos e romanos, em 15 volumes; De poetis – Sobre os poetasQuinto Cúrcio (autor de uma vida de Alexandre o Grande) e, acima de todos, Suetônio, com um modelo de biografia literária, De viris illustribus (Sobre os homens ilustres), e outro, de biografia política, De vita Caesarum (As Vidas dos imperadores), famoso pelos detalhes sinistros ou escabrosos das vidas dos tiranos.
Freqüentemente considerada a primeira biografia enquanto tal, De vita et moribus Julii Agricolae (ou simplesmente Agrícola, como é mais conhecida), de Tácito, data do ano 98 da nossa era. Trata-se de um elogio às virtudes de seu sogro.
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